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Esta aventura é originalmente para Forgotten Realms, e eu a mestrei durante o Encontro de RPG de Ribeirão Preto (ERPG-RP). Ganhei o Cenário e Campanha de Dragonlance durante o evento, então decidi adaptar a aventura para o cenário e o cenário (que é D&D 3.5) para a 4ª edição do Dungeons & Dragons.

— Marcelo

a nova geração

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Campanha de Dragonlance na Era dos Mortais.

A Guerra das Almas terminou. No rastro de sua derradeira tentativa de dominar o mundo, a Rainha Negra deixou um legado de desconfiança e preconceito, um continente devastado pela guerra, fronteiras quebradas e velhas alianças trincadas. Nesse mundo fragmentado surge uma nova geração de heróis.

* * *

Jerisse é um mago que desistiu de sua aliança em nome de um lugar mais tranqüilo para viver. Treinado pelos Mantos Brancos, com o fim da Guerra das Almas ele deu as costas à Torre da Alta Magia e retornou à sua terra-natal, as praias de Ergoth do Sul, que abandonara ainda nem tinha quinze verões de idade.

Baskar Adjamir Iadava era um homem criado entre minotauros. Sua família descendia de uma longa linhagem de escravos humanos, uma das poucas famílias de Ansalon que podiam traçar sua genealogia até os nobres religiosos de Ishtar. Criado nas Blood Sea Islands, Baskar rapidamente conquistou uma posição de maior respeito na família de seus donos. Sua prodigiosa habilidade para o combate em terra e mar naturalmente lhe renderam o direito de navegar com os minotauros para além do horizonte. E numa dessas viagens seu navio naufragou, atacado por servos do dragão Gellidus no braço de mar que separava Ergoth do Sul e a ilha de Cristyne. Único sobrevivente, Baskar foi salvo por Raphael, um cavaleiro solâmnico que acabara de completar seu treinamento no castelo Eastwatch. O pirata atribuiu o ocorrido à bênção de Kiri-Jolith, o deus de cabeça de bisão, o deus das causas justas. Livre, ele passou a explorar seu novo lar, Ergoth do Sul, junto a Raphael, e ambos eventualmente conheceram e fizeram amizade com um grupo de heróis locais.

Enquanto isso, dois soldados draconianos, o macho Manigold e a fêmea Rhania, foragidos das hostes da Rainha Negra por terem coração bom, finalmente conseguiram um lugar para viver junto aos refugiados que se estabeleceram em Ergoth do Sul. Os dois uniram-se a Jerisse, e também ao elfo Razor, um arqueiro Qualinesti errante interessado em seguir os passos de seus pais e lutar pelo que é bom e certo, desprovido dos típicos preconceitos e desconfianças élficas pelos homens e as outras raças do mundo de Krynn. Não demorou muito até que encontrassem Baskar e Raphael, e os dois grupos se uniram.

CAPÍTULO 1: SOB SALÕES ASSOMBRADOS

No Ocidente de Ansalon havia um antigo império, o primeiro império de homens, Ergoth. Com o Cataclismo, assim como todo o continente, aquela região foi profundamente modificada; terras ergueram-se e afundaram, montanhas espirraram fogo enquanto que florestas tornaram-se estepes secas. Cidades à beira-mar viram-se a léguas do oceano, e muitas outras perderam-se sob as ondas. Ergoth fragmentou-se num conjunto de grandes ilhas, separadas de Ansalon pelos Estreitos de Algoni.

Os séculos se passaram e aquelas terras foram novamente civilizadas, sob a tutela ordeira da república de Solamnia, uma antiga província rebelde da velha Ergoth. Ergoth do Norte (ou Ergoth Setentrional) é uma única ilha no tamanho e formato de nossa Inglaterra, cortada de norte a sul por uma cadeia de montanhas que começa nas planícies do norte e termina em terras áridas ao sul. A porção ocidental de Ergoth do Norte é a verdadeira região civilizada e habitada, enquanto que o lado oriental é uma faixa de floresta densa entre as montanhas e o mar, onde os kenders desterrados de Ansalon formaram uma nação difusa chamada Kenderhome. O sul da ilha é apenas um planalto acidentado e árido.

Ergoth do Sul (ou Ergoth Meridional) é bem diferente. Situada numa região temperada, a ilha mantém um clima sub-ártico artificialmente criado por um dos grandes dragões alienígenas que invadiram Krynn há meio século. Gellidus, o dragão branco, estabeleceu-se no centro de Ergoth do Sul e congelou quase toda a ilha. Atualmente, a porção sudoeste de Ergoth do Sul é um pouco mais temperada, graças às montanhas Last Gaard, que detém o clima ártico. No entanto, os choques das frentes quentes naturais da região com o clima frio criado por Gellidus gera uma tempestade perene nos Estreitos de Algoni, tornando a passagem para o continente de Ansalon impossível.

Gellidus é um dragão paranóico e recluso, que entregou a capital, Daltigoth, aos ogros. As cidades do litoral são deixaras relativamente em paz, mas sofrem sob o julgo tirânico do dragão e seus asseclas ogros. Nômades e thanoi ainda habitam a região, mas escondem-se ou combatem os ogros sempre que podem — a alternativa é serem levados para Daltigoth para lutar em arenas de gladiadores.

O sudeste de Ergoth do Sul encontra-se relativamente livre do controle de Gellidus. Cavaleiros Solamnicos mantém suas forças concentradas em volta do Túmulo de Humma e procuram manter as planícies e colinas livres. Duas outras cidades importantes encontram-se em Ergoth do Sul: Qualimori e Silvamori. Foragidos da queda das nações élficas de Ansalon durante a Guerra da Lança há quase um século, os elfos Qualinesti e Silvanesti fundaram duas cidades no âmago da floresta ergotiana. Elfos Kagonesti também habitam a região, vivendo como nômades e mercenários, em relativa paz com os humanos.

Mas uma paz precária e a ponto de ruir. E é aqui que começa nossa história.

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