Cada um dos autores de Legacy of the Force teve a oportunidade de escrever um volume em hardcover. Assim, saíram no formado mais nobre os volumes 1, 4 e 7. Os demais livros da "nonalogia" só foram lançados em paperback.
Introdução
O primeiro volume (de nove), Betrayal, foi originalmente lançado em hardcover em maio de 2006, e uma edição em paperback (formato "pocket book") saiu nas livrarias exatamente um ano depois. Foi esta que eu encontrei na Saraia Megastore no fim do ano passado. Achei interessante um livro de Star Wars, fui na internet saber do que tratava, mas não comprei; sou um pouco desconfiado de livros escritos sob licença. Uma obra original do autor é excelente para conhecê-lo, mas um texto sob encomenda estará invariavelmente formatado para o padrão editorial que a história exige, e nunca há como saber quanta liberdade o autor teve na criação — os editores reuniram-se com os autores daquela seqüência de livros para discutir a história, ou apenas entregaram um memorando com as exigências narrativas?
Além do mais, eu nunca havia ouvido falar de Aaron Allston. Mas fiquei interessado. À exceção dos livros de Forgotten Realms, nunca havia lido obras de licença, e há muitas no universo dos pocket books: já encontrei Arquivo X, Jornada nas Estrelas, Wolverine, Buffy, CSI e até Exterminador do Futuro. Mas as obras literárias (e também os gibis e videogames) de Star Wars têm uma característica muito peculiar: tudo o que sai com o selo Star Wars é considerado oficial e parte da cronologia da saga — que eu sabia, isso não acontece com qualquer outra franquia (à exceção, novamente, de Forgotten Realms, mas no caso deste a cronologia é desenvolvida nas obras literárias a priori) — o que significa, para mim, uma grande seriedade na produção de material para a franquia. Então, ao invés de comprar o livro, baixei o texto na internet.
Quase um ano se passou e eu havia me esquecido completamente dele. Foi organizando um backup que eu esbarrei com o arquivo e pensei “ah! Queria mesmo ler um pouco de ficção científica”, porque estava acabando, ao mesmo tempo, um audiobook de espionagem e um livro de fantasia. E faz tempo que eu não leio FC. Arrumei o backup e no dia seguinte comecei a ler Betrayal. E não consegui parar nem para dormir.
Não sou fã de Star Wars, mas com Legacy of the Force fiquei fã da literatura de Star Wars. A vastidão do que é possível fazer num livro, o volume de informações, a escala das batalhas espaciais, a diversidade de raças, planetas, a complexidade das situações políticas e dramáticas do universo de Star Wars me parece ser verdadeiramente exploradas na mídia escrita.